Descoberta pode provar que Titanossauros produziam incubadoras naturais
Pesquisa canadense analisa fósseis de cascas de ovos de um ninho de saurópodes

Cerca de 255 fragmentos fósseis de cascas de ovos de titanossauros, de 68 milhões de anos, encontrados na Formação Chorrillo, no sul da Argentina, indicam que provavelmente estes dinossauros desenvolveram uma estratégia para manter seus ovos aquecidos mesmo em regiões com menor incidência de luz solar, longe do Equador.
Localizados em numa região que, no período, ficava entre 55 e 60 graus de latitude sul, os pesquisadores afirmam que a descoberta mostra que os titanossauros não apenas circulavam por altas latitudes, mas também conseguiam completar ali pelo menos parte de seu ciclo reprodutivo.
– A descoberta identificada como um ninho de saurópodes apresenta a hipótese que os Titanossauros construíam grandes ninhos em forma de montículos, usando solo e vegetação. À medida que o material vegetal se decompunha, liberava calor suficiente para auxiliar na incubação dos ovos, funcionando como uma espécie de incubadora natural. Essa teoria apoia-se no fato dos animais não se sentarem sobre os ovos, pelo óbvio peso deles tornar inviável chocá-los – detalha a pesquisa de cientistas canadenses.
O estudo do ninho com material fóssil amplia o conhecimento sobre a capacidade de adaptação dos titanossauros indicando que os dinossauros poderiam permanecer nessas regiões durante todo o ano ou, pelo menos, tempo suficiente para se reproduzir. Até esta descoberta os paleontólogos acreditavam que os lagartos gigantes visitavam regiões de altas latitudes apenas durante períodos mais quentes e depois migravam para áreas próximas ao equador.
– Os ninhos com registros fósseis indicam que eles criavam estruturas formadas por montes de terra e vegetação, aproximadamente do tamanho de uma mesa de piquenique, com os ovos enterrados em seu interior – explica a paleontóloga Darla Zelenitsky, professora associada da Universidade de Calgary, em Alberta uma das responsáveis pelo estudo.
Fonte: Revista Royal Society Open Science



