Prefeitura do Rio realiza plantio de palmeiras Talipot no Aterro do Flamengo
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima (SMAC) promoveu, na última quinta-feira (26/2), o plantio de sete palmeiras da espécie Talipot no Aterro do Flamengo, localizado na Zona Sul do Rio de Janeiro. Esta iniciativa faz parte de um projeto de replantio que prevê a inserção de 28 mudas até o final do ano.
A palmeira Talipot, introduzida no Aterro na década de 1960 pelo renomado paisagista Roberto Burle Marx, é famosa por sua peculiaridade: floresce apenas uma vez em sua vida, que ocorre geralmente entre 40 e 70 anos após o seu plantio. As flores, de um vibrante tom amarelo, surgem no topo da árvore, que depois segue para o processo de frutificação, perdendo as folhas gradualmente até completar seu ciclo.
Originária do sul da Índia e do Sri Lanka, a Talipot pode atingir até 30 metros de altura. A floração de algumas dessas palmeiras no Aterro, em novembro do ano passado, despertou grande interesse entre moradores e visitantes do parque.
Durante a atividade de plantio, a secretária de Meio Ambiente e Clima, Tainá de Paula, ressaltou a relevância histórica e ambiental do Aterro, afirmando: “Estamos em um dos mais importantes jardins urbanos do mundo, idealizado por Burle Marx e materializado por Lota de Macedo Soares. O Aterro foi concebido como um laboratório botânico, reunindo espécies nativas da Mata Atlântica e exóticas, cuidadosamente selecionadas para harmonizar com o ambiente local. O replantio das Talipots é uma forma de preservar essa identidade e assegurar que o legado do projeto original se mantenha vivo nas próximas gerações.”
Ricardo Pinheiro, presidente da Fundação Parques e Jardins (FPJ), também participou da ação e detalhou o plano: “Hoje foram plantadas sete palmeiras, de um total de 28 que planejamos. A floração das Talipots ganhou destaque no final do ano passado. Vamos monitorar o crescimento das mudas com atenção técnica, para que, em cerca de 50 anos, possamos novamente apreciar sua floração.”
O Aterro do Flamengo, projetado como um grande laboratório botânico, abriga mais de 350 espécies vegetais, muitas delas exóticas, que foram escolhidas para criar uma paisagem tropical moderna e imponente. A preservação do parque é uma maneira de honrar seu projeto original e o legado de Burle Marx, sempre com foco em um planejamento técnico e uma gestão ambiental responsável.



