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“Pequenos Poderes” é o novo espetáculo de Diego Molina

 

pequenospoderes

Cenas da vida real servem de inspiração para a montagem

A peça chama atenção para o humor crítico por meio de charges concebidas pelo renomado cartunista Nani

Uma abordagem na blitz da Lei Seca com uma reação arrogante, um bullying sofrido na escola, uma entrevista de TV ao vivo tendenciosa, tensão numa agência bancária e um churrasco na beira da piscina. Cenas do cotidiano da vida de qualquer pessoa que costuram o espetáculo “Pequenos Poderes”, texto inédito de Diego Molina, cuja estreia será no dia 18 de julho, no teatro da Sede das Companhias, na Lapa. A temporada de cinco semanas vai até 17 de agosto, sempre aos sábados, domingos e segundas, às 20h.

Comédia ácida sobre as relações humanas, “Pequenos Poderes” fala sobre a ruptura de valores em nossa sociedade em cinco histórias que se entrelaçam a partir do mesmo mote: o que limita nossos impulsos? A lei? A religião? A ética? A simples ausência do poder?

Além do texto – afiado, irônico, mordaz e atual –, merecem destaque também os desenhos do famoso cartunista Nani – uma das maiores referências no assunto do Brasil –, que dão ao espetáculo o tom de crítica e humor típico das charges. Detentor de uma vasta e significativa produção, Nani contribui acentuando cores e dando um tom mais leve aos assuntos abordados no projeto. Recurso muito usado como crítica política durante os anos 1970, época de muita censura, a charge é um diferencial na concepção de “Pequenos Poderes” e está diretamente ligada à temporalidade, retratando situações exemplares do dia a dia da sociedade. Mais do que um simples desenho, a charge é uma crítica político-social em que o artista expressa graficamente sua visão sobre determinadas situações cotidianas através do humor e da sátira.

Com direção de Breno Sanches, a peça segue uma estrutura dramatúrgica inspirada em filmes como “Babel”, “Crash – No limite” e “Relatos selvagens”, em que diferentes histórias são costuradas a partir de uma mesma temática. A peça é composta pelos quadros “Cidadania a gente aprende desde pequeno” – esquete criado no coletivo artístico Clube da Cena de 2014, que serviu de ponto de partida para o espetáculo –, “O dia do juízo”, “O assalto”, “Satisfeita, Yolanda?” e “Última chamada para o embarque”. Nesses ambientes, personagens de uma cena acabam transitando ou fazendo referência a outras cenas, evidenciando o fio condutor da narrativa.

No elenco, estão os experientes atores Andy Gercker, Bia Guedes, Mariana Consoli e Zé Auro Travassos. A iluminação fica a cargo de Aurélio de Simoni; figurinos de Bruno Perlatto; cenário de Diego Molina; trilha sonora de Armando Babaioff; produção da Pagu Produções.

Ótima contribuição para inclusão, o espetáculo contará com a presença de intérpretes de Libras em algumas sessões, garantindo a presença de pessoas com deficiência na plateia.

“Pequenos Poderes” está recebendo contribuições por meio de crowdfunding no site www.benfeitoria.com/pequenospoderes, um espaço em que idealizadores e público se unem para viabilizar projetos de interesses em comum. A ideia é transformar intenção produtiva em ação, e pessoas em benfeitoras. Qualquer um pode colaborar com o projeto, que é totalmente independente e não tem patrocínio, e ganhar, em troca, várias recompensas, como convites e cartazes autografados.

FICHA TÉCNICA

Texto e Idealização: Diego Molina

Direção: Breno Sanches

Elenco: Andy Gercker, Bia Guedes, Mariana Consoli e Zé Auro Travassos

Desenhos: Nani

Iluminação: Aurélio de Simoni e Ana Luzia M. de Simoni

Figurinos e Direção de arte: Bruno Perlatto

Cenografia: Diego Molina

Trilha sonora: Armando Babaioff

Programação visual e Vídeos: Ananda Campana

Produção executiva: Fernanda Pascoal

Produção: Pagu Produções

 

SERVIÇO: Espetáculo “Pequenos poderes”

Local: Sede das Companhias

Endereço: Rua Manoel Carneiro, 12 Lapa, Rio de Janeiro – RJ

Tel.: 2131-1271

Temporada: de 18 de julho a 17 de agosto de 2015

Sessões: de sábado a segunda, sempre às 20h.

Ingressos: R$ 30

Classificação indicativa: 16 anos

Duração do espetáculo: 60 minutos

Capacidade de público: 60 pessoas

Acessibilidade: no dia 8 de agosto, a sessão terá presença de intérpretes de Libras para pessoas com deficiência auditiva.

 

CURRÍCULOS

Diego Molina

Dramaturgo, roteirista, ator, diretor, professor e cenógrafo. Formado em Direção Teatral e Mestre em Teatro pela UNIRIO. Principais trabalhos como autor: “Os trabalhadores do mar” (adaptação da obra de Victor Hugo), “O espião que nós amamos” (com Bosco Brasil); “Woody Allen não se encontra”; “Ninguém mais vai ser bonzinho”; “A menina do kung fu”; “Fabulamente”; além de diversos esquetes, escritos também para o coletivo Clube da Cena e para o site Drama Diário. É o criador do livro “Cena Impressa”. Ganhou o Prêmio Shell 2012 na categoria especial, com a cia. Alfândega 88. Foi indicado ao Prêmio Faz Diferença 2010 pelo trabalho em prol da inclusão, com o grupo Os inclusos e os sisos. Dirigiu e/ou assinou a cenografia de espetáculos como “Bette Davis e a máquina de Coca-Cola” (direção e cenário), “Joaquim e as estrelas” (direção), “Os trabalhadores do mar” (direção e cenário indicado ao Prêmio Questão de Crítica 2013) e “Sarau das putas” (cenário). Deu aulas de dramaturgia na SBAT, na PUC-RIO e em diversas unidades do SESC. Foi colaborador de Bosco Brasil em diversos projetos de televisão e cinema, com destaque para o longa-metragem “Floresta profunda”, e os especiais de fim de ano da Record “Noite de arrepiar” e “Casamento blindado”. Atualmente é autor roteirista da Rede Globo e jurado do Prêmio Zilka Salaberry de teatro infantil. Está em processo de ensaio do espetáculo “War”, de Renata Mizrahi, e do musical “Radiofonias”, de Bosco Brasil – ambos como diretor.

 

Breno Sanches

Formado em direção teatral pela UNIRIO (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro) e fundador e diretor artístico do Grupo Milongas desde 2003,e no seu trabalho com o Grupo, já administrou uma sede própria, entre 2008 e 2009, foi responsável pela administração artística do Teatro Municipal Ziembinski, na cidade do Rio de Janeiro, entre 2010 e 2011, e hoje continua desenvolvendo sua pesquisa com o Milongas no Centro Comunitário Lídia dos Santos / CEACA-Vila, dentro do Morro dos Macacos, onde também oferece oficinas gratuitas para crianças e adolescentes do local. Alguns dos seus espetáculos como diretor são: “Clube da Cena” (2014),  “Tirando a Limpo – a história de um circo” (2014), “POP – 15 minutos de fama” (2014), “Crônicas de  um  Paraíso  Fantástico”  (2013),  “Contos  Fadados”  (2013),  “Espelunca”  (2011),“Clube da  Cena”  (2010-2011),  “Conversas  Inversas  Histórias Diversas”  (2009),  “La Careta  Que  Cae” (2007-2011),  “Casa  Verde” (2006), “Amor  Natural”  (2005)“Obsessões Cariocas” (2005), “À Margem da Vida” (2004), “O Malfeitor” (2004), “Era uma vez, e não era uma vez…” (2003).E participou de diversos festivais nacionais e internacionais, onde recebeu indicações e prêmios de melhor espetáculo e melhor direção. Além do seu trabalho como diretor, produz o Ateliê Artístico do Rio, que realiza cursos de teatro, cinema e outras áreas artísticas com diretores como João Fonseca, Domingos Oliveira e João Falcão.

 

Nani Lucas

Cartunista, chargista, desenhista e humorista, Nani Lucas nasceu em Minas Gerais em 1951. Começou sua carreira em BH, em 1971, publicando charges em O Diário. Em 1973, mudou-se para o Rio de Janeiro. Colaborou com O Pasquim, a partir do qual, junto com seis outros artistas, criou O Pingente. Foi também chargista do Jornal da Globo e colaborou na MAD brasileira. No Rio, sua presença também está marcada no Jornal dos Sports (no qual “herdou” a cadeira do Henfil), Última Hora, Diário de Notícias, O Dia e na Tribuna da Imprensa. Nani já foi premiado em Salões de Humor em Montreal, Niterói e Piracicaba. Sua revista própria é O Nanista. É autor dos livros Feliz e orgulhoso, Envaidecido mesmo, Cachorro quente uivando para a lua, A traça de A a Z (livro que ensina as crianças a se familiarizar com o alfabeto), Jornal do menininho e Se arrependimento matasse. Pela L&PM já publicou Batom na cueca, É grave, doutor?, Foi bom prá você?, Humor politicamente incorreto e Orai Pornô.É o criador da tira “Vereda Tropical”, que é publicada por vários jornais brasileiros. Desde os anos 70 até século 21, foi um dos redatores dos programas humorísticos de Chico Anysio na Rede Globo. Nos anos 80, participou do Informativo COP, semanal de análise econômico-financeira, e da Revista MAD. Atualmente é contratado da Rede Globo.

 

Bia Guedes

Iniciou sua carreira no NITE, Núcleo Integrado de Teatro e recentemente integrou o elenco do espetáculo Novela Brasil. Já esteve em peças como Surto,C.L.A.M – curso livre para aprendiz de marginal e Senhora Solidão, com direção de Leandro Muniz. Faz parte do elenco do Clube da Cena, com direção geral de Cristina Fagundes e está no elenco do infantil musicado Sonho de Papel, com direção de Clóvis Melo.Na TV já foi Julieta em Jóia Rara (novela), Gabriele na Grande Família (série), esteve em programas como Amor e SexoTapas e Beijos (série)Morde e Assopra (novela), Tal Filho, Tal Pai (especial fim de ano), O Dentista Mascarado (série).Foi vencedora do “Prêmio Oscarito” de Melhor Atriz no Festival Internacional de Humor do Rio de Janeiro, do prêmio de Melhor Atriz no Festival de Resende, “Prêmio Elizabeth Savalla” como Melhor Atriz Coadjuvante no Festival Nacional de Teatro de Juiz de Fora, entre outros.Entre seus trabalhos estão o longa-metragem Por Acaso Ouro Preto, o curta-metragem Tamanho não é documento com direção de Jorge Monclar e o clip O Redentor com direção de Fred Naccache.

 

Mariana Consoli

Atriz e Licenciada em Artes Cênicas pela UNIRIO. Foi professora de Artes Cênicas dos Ensinos Fundamental e Médio do Colégio de Aplicação da UFRJ. É atriz e idealizadora da Cia Ergotroupe, especializada em intervenções teatrais em empresas e organizações. Em 2009 recebeu patrocínio da Eletrobrás com a Cia Bandejas Contadoras de Histórias, projeto que também idealizou e que esteve ligado aos Doutores da Alegria, unindo teatro de bonecos, contação de histórias e música. Participou de oficinas e cursos de interpretação, dança, canto e palhaçaria. Atuou em cerca de vinte e cinco montagens como atriz e diretora de teatro. Participou dos programas de humor “SOS Emergência”, “Como Aproveitar o Fim do Mundo” e “Louco por Elas”, e nas novelas “Aquele Beijo”, “Cheias de Charme”, “Amor à Vida” e “Geração Brasil”, todos da Rede Globo de Televisão. Seus últimos espetáculos foram “Terapia do Riso”, “Malvadas” e “Clube da Cena-Redes Sociais”.

 

Andy Guercker

Ator formado pela Cena Hum Academia de Artes Cênicas em Curitiba/PR em 2001.Já atuou em mais 40 espetáculos teatrais, dentre eles 3 monólogos. Atualmente integra o elenco fixo de atores do programa humorístico Zorra Total/ TV Globo e é um dos integrantes da Alfândega 88 Cia de Teatro dirigida por Moacir Chaves no Rio de Janeiro. Na internet integra o elenco do canal de humor Jeitinho Carioca. Também atua como diretor, autor e produtor teatral.

 

Zé Auro Travassos

Iniciou sua carreira no Teatro Tablado onde foi dirigido por Maria Clara Machado no seu último espetáculo infantil “JONAS E A BALEIA”. No Tablado fez inúmeras peças e como consequência foi convidado para trabalhar com o diretor João Brandão na peça “LOS PINTORES” no teatro dos 4 no Shopping da Gávea. Entre os mais de 25 espetáculos realizados, se destacam “O ANTE CABARET”, com direção de Fernando Maatz e supervisão Moacir Chaves na qual foi vencedora categoria de melhor peça do festival do RIO 2005. Morou por dois anos na Suécia, onde trabalhou no “CASTELO FANTASMA TERROR SHOW” e no “CLOWNBARET”, espetáculo musical e circense no ano de 2006 e 2007. É um dos autores do espetáculo “UM SETE UNS” e “COADJUVANTES” que ficaram em cartaz no teatro Laura Alvim e Candido Mendes  no ano de 2006. Fez parte do grupo teatral “ANTE COMPANIA”, na qual desenvolveu espetáculos como “GRAN CIRCO DEL DIABLO”. Foi indicado como melhor ator no festival internacional de humor carioca em 2009 e no festival de esquetes de Niterói em 2010.  Fez a peça da Renata Mizrahi “COMEDIA ENSAIADA” E faz parte do coletivo CLUBE DA CENA com a direção Cristina Fagundes, Fez Inúmeras participações na TV como “BAMBULUA”, “SITIO DO PICA PAU AMARELO”, “SOB NOVA DIRECAO”, “CLARA E CHUVEIRO DO TEMPO”. ”MACHO MAN”. Novelas como   ”TEMPOS MODERNOS”, “PASSIONE” “A VIDA DA GENTE”. Últimos espetáculos de destaque são “FELICIDADE” de Cristina Fagundes,  “O GRANDE AMOR DA MINHA VIDA” de Guel Arraes e Joao Falcão. Atuou e  também dividiu a direção com Michel Bercovitch  nas peças “PIROU”  de Regiana Antonine e “MEU EX IMAGINARIO” E assina a direção do espetáculo PISCOU DANCOU texto Ivan Fernandes.

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Redação Rio Notícias

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