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Da ciência à magia: Dr. Estranho inicia nova realidade na Marvel Studios

* Aleph Bonn

Quando começou seu universo compartilhado em 2008 com o primeiro Homem de Ferro, a Marvel (Marvel Studios nos cinemas) estabeleceu o que ditaria suas próximas produções desenvolvendo uma fórmula que combina ação e humor. Abrangendo um público muito maior do que os leitores de HQ’s se tornaou uma gigante em termos de arrecadação mundial com suas versões cinematográficas de heróis populares (e outros nem tanto). Oito anos e quatorze filmes depois, a Marvel Studios encontra-se em sua terceira fase nos cinemas, e se dá ao luxo de apresentar personagens mais excêntricos (como o Homem Formiga), basicamente desconhecidos (como os Guardiões da Galáxia), ou mais obscuros como o Dr. Estranho.

O que até então vinha sendo explicado como ciência (até mesmo a existência de Thor e os “deuses” de Asgard tem uma explicação científica) passa, pela primeira vez à magia. A trama do filme segue a jornada clássica de origem dos super-heróis Marvel envolvendo um protagonista genial, mas arrogante, que após um terrível acidente passa a conhecer mais do mundo (ou nesse caso mundos) mudando suas atitudes e percepções. Lembrou alguém?

Sim. Não é somente no cavanhaque que Stephen Strange se parece com nosso querido Tony Stark. Ambos tiveram de passar por traumas para se tornarem os personagens que são e não é coincidência a Marvel nos apresentar, de forma tão cuidadosa, como foi com o primeiro Homem de Ferro, ao Dr. Estranho, já que o contrato de Robert Downey Jr. se aproxima do fim.
Ter um personagem que pode mudar a realidade e lidar com ameaças tão distintas como o Dr. Estranho é uma saída para as próximas fases, assim como escalar um ator tão talentoso como Benedict Cumberbatch para ser o rosto da empresa no futuro.

Por falar em atores o elenco merece destaque, desde a sempre ótima Tilda Swinton que interpreta a Anciã, maga suprema e mestre de Estranho, Mads Mikkelsen que tem um dom para interpretar vilões, e principalmente Chiwetel Ejiofor que dá a Mordo um background muito superior à sua contraparte simples dos quadrinhos.
Aliás, não saia da sessão após o término já que como é de costume nas produções Marvel temos duas cenas pós créditos, a primeira envolvendo uma próxima produção e a segunda sobre o desfecho de um desses personagens.
Com um visual arrebatador e incrivelmente próximo das ilustrações de Steve Dikto e um elenco de primeira Dr. Estranho é mais um acerto dessa fórmula de sucesso que a Marvel criou e colhe, tão justamente, os frutos

Aleph Bonn é publicitário e Nerd de Carteirinha

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