Comer Emocional e Compulsão: Entendendo a Neuroquímica por Trás da Sua Fome
Por Dra. Silvia Bretz, Médica Endocrinologista (CRM 52.42779-7 / RQE 4320)

Índice
Em linhas gerais, o ato de buscar comida para aliviar estresse ou tristeza, o chamado comer emocional, está profundamente ligado à neuroquímica do nosso cérebro. Alimentos palatáveis (ricos em açúcar e gordura) ativam o sistema de recompensa pela liberação de dopamina, o que gera prazer e motiva a repetição do comportamento. Portanto, a compulsão alimentar não é uma questão de “falta de força de vontade”, mas sim de circuitos cerebrais e hormonais que estão desregulados. A boa notícia é que, por ser uma questão multifatorial, o tratamento endocrinológico avançado — que avalia desde o seu metabolismo, a sua saúde hormonal até o seu fenótipo de comportamento alimentar — oferece as estratégias necessárias para quebrar esse ciclo vicioso.
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Não é Fraqueza: O Que É Comer Emocional e Compulsão?
Muitos pacientes chegam ao meu consultório frustrados e envergonhados, acreditando que a dificuldade em controlar a alimentação é uma falha de caráter ou falta de disciplina. Contudo, não é sua culpa.
O primeiro passo para vencer esse desafio é entender a diferença entre a fome física (necessidade energética) e a fome emocional/hedônica (desejo de prazer ou conforto).
- Comer Emocional: É alimentar-se em resposta a emoções negativas (como ansiedade, estresse ou tristeza) em vez de pela fome física real. A comida é usada como uma espécie de “comida de conforto” para aliviar sentimentos desagradáveis.
- Compulsão Alimentar: Caracteriza-se por episódios recorrentes de consumo de grande quantidade de comida em um curto período, acompanhados de uma intensa sensação de perda de controle. Esses episódios geram culpa e angústia.
No Brasil, a prevalência desse problema é alta. Dados indicam que aproximadamente 4,7% dos brasileiros têm compulsão alimentar, quase o dobro da média mundial. Em programas de perda de peso, a prevalência sobe para 17% a 27% em pessoas com sobrepeso ou obesidade.
2. A Neuroquímica do Prazer: Dopamina e o Reforço do Hábito
O motivo pelo qual você repete o comportamento de buscar conforto na comida está escrito no seu cérebro. Em outras palavras, a luta contra a compulsão é, antes de tudo, uma batalha bioquímica.
A. Dopamina e o Sistema de Recompensa
O sistema hedônico (de recompensa) do seu cérebro é ativado por alimentos altamente palatáveis (ricos em açúcar, gordura e sal).
- Quando você consome um alimento saboroso, há uma liberação intensa de dopamina em áreas de recompensa cerebral.
- Essa liberação produz sensações de prazer imediato e motiva a repetição do comportamento alimentar.
O grande problema é que a exposição frequente a esses picos de dopamina pode levar a um efeito análogo ao da dependência química: o cérebro pode reduzir a sensibilidade dos receptores dopaminérgicos. Como resultado, você precisará comer quantidades cada vez maiores para obter o mesmo prazer (“tolerância”), dificultando o controle inibitório. Em suma, a neuroquímica da compulsão cria uma dissociação: o cérebro busca intensamente a recompensa, mas a capacidade de sentir prazer e saciedade de forma satisfatória fica disfuncional.
B. Serotonina e o Hormônio do Estresse (Cortisol)
Outros neurotransmissores e hormônios também atuam nesse ciclo.
- Serotonina: Associada ao bem-estar e à saciedade, níveis adequados de serotonina ajudam a controlar impulsos e a promover satisfação. Por conseguinte, níveis baixos (ligados a humor deprimido) podem aumentar o desejo por carboidratos e comidas calóricas, numa tentativa de auto-compensação. É por isso que antidepressivos que elevam a serotonina (ISRS) são frequentemente eficazes em reduzir a compulsão alimentar.
- Cortisol: O hormônio do estresse é liberado em situações de estresse crônico. O cortisol elevado, por sua vez, aumenta o apetite e o desejo por alimentos ricos em açúcar e gordura. O consumo desses “comfort foods” realmente reduz a resposta de estresse no organismo, reforçando o hábito de comer emocionalmente sempre que as emoções negativas surgem.
3. Resistência à Saciedade: Quando o Corpo Não “Ouve”
O desequilíbrio não se restringe à vontade; ele afeta diretamente a sua capacidade de parar de comer. De fato, o comer emocional pode envolver resistência aos sinais de saciedade.
Hormônios periféricos, liberados pelo intestino e pelo tecido adiposo, são fundamentais:
- GLP-1 (Peptídeo Glucagon-like): Liberado após as refeições para sinalizar saciedade ao cérebro. No entanto, estudos sugerem que indivíduos com comer emocional podem ter menor sensibilidade à ação do GLP-1 no cérebro.
- Leptina: Hormônio produzido pelo tecido adiposo que sinaliza a redução do apetite. Em pessoas obesas, é comum que a leptina esteja alta, mas o cérebro desenvolve resistência à leptina, dificultando a sensação de saciedade.
Em resumo, emoções e neuroquímica se entrelaçam: emoções negativas alteram hormônios e neurotransmissores, aumentando o apetite por prazer, e o consumo de alimentos prazerosos modifica momentaneamente essa química, perpetuando o ciclo.
4. O Caminho para a Solução: Endocrinologia de Causa-Raiz
Se você já tentou dietas restritivas (que podem precipitar episódios de compulsão) e exercícios sem sucesso duradouro, é hora de olhar para a raiz do ganho de peso, uma consulta com uma das maiores Endocrinologistas do Brasil: Dra. Silvia Bretz.
“Como médica endocrinologista com 40 anos de prática clínica e especializada em obesidade e emagrecimento, meu foco é corrigir de forma integrativa todos os obstáculos que te impedem de emagrecer. Eu mesma já fui gordinha e tive sobrepeso, transformando esse fardo em uma missão de vida.”
A Abordagem Personalizada
O tratamento mais eficaz para o Transtorno da Compulsão Alimentar Periódica (TCAP) é a abordagem multidisciplinar, que combina psicoterapia (Terapia Cognitivo-Comportamental é a primeira linha), orientação nutricional e, se indicado, tratamento medicamentoso.
No consultório da Endocrinologista Dra. Silvia Bretz, o processo de transformação é exclusivo e focado na sua individualidade:
- Avaliação Metabólica e Hormonal: Fazemos uma análise completa para diagnosticar a causa-raiz. Isso inclui a tireoide, a resistência à insulina, a saúde intestinal (o eixo cérebro-intestino é vital) e o seu estado inflamatório (como a gordura no fígado ou mioesteatose).
- Identificação do Fenótipo: A escolha do tratamento medicamentoso mais adequado não é genérica. Ela depende do seu fenótipo de comportamento alimentar. Você é o beliscador, o noturno, o idônico (prazeroso) ou o emocional?. Entender seu padrão me permite escolher o medicamento certo (como moduladores de Serotonina, Dopamina ou agonistas de GLP-1) de forma estratégica para restaurar o equilíbrio alimentar.
- Protocolo Saúde + Integrativo: Se apenas dieta e exercícios não funcionam, o Protocolo Saúde + usa estratégias alimentares específicas, modulação dos hormônios, aceleração metabólica e modulação intestinal para eliminar peso com mais facilidade e prevenir o reganho.
Você vai se sentir mais segura, confiante e bem-disposta. O método utilizado pela Endocrinologista Dra. Silvia Bretz transforma sua relação com a comida, resgatando sua autoestima. Eu te ajudo não só no emagrecimento, mas na manutenção da boa forma de forma sustentável.
Não permita que o comer emocional ou a compulsão continuem sendo uma barreira entre você e a vida dos seus sonhos. O tempo de uma nova jornada começa hoje!
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