Rio de Janeiro gera 400 mil novos empregos formais desde 2021, segundo a Prefeitura
A cidade do Rio de Janeiro registrou a criação de 400 mil novos empregos formais entre janeiro de 2021 e junho de 2026, conforme levantamento da Prefeitura baseado em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). As informações, organizadas pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SMDE), indicam uma média mensal de 6,1 mil vagas com carteira assinada durante esse período de cinco anos e meio. Com isso, o total de empregos formais no município atingiu 2,019 milhões de trabalhadores sob o regime da CLT. Esses novos postos representam 48% das vagas criadas em todo o estado do Rio de Janeiro e 4% do total registrado no Brasil.
O setor de serviços se destacou como o principal responsável pela geração de empregos, respondendo por 74,1% das novas vagas, o que equivale a 296,6 mil oportunidades. O comércio ficou em segundo lugar com 10,8% (43,2 mil), seguido pela construção civil com 10,6% (42,6 mil) e pela indústria, que contribuiu com 4,4% (17,6 mil). A agropecuária teve um desempenho marginal, com a criação de apenas 127 postos.
O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Osmar Lima, enfatizou que os números refletem um ciclo positivo de geração de empregos formais na cidade, atribuindo esse crescimento a um ambiente mais propício para investimentos e empreendedorismo. Ele também ressaltou a predominância do setor de serviços, que é alinhada com a vocação econômica do Rio, e a importância da criação de oportunidades para jovens, o que amplia o acesso ao mercado de trabalho.
Os jovens foram os grandes beneficiados, com 84,8% das novas vagas (338,4 mil) destinadas a pessoas entre 18 e 29 anos. A faixa etária de 18 a 24 anos concentrou 65,4% (260,1 mil) das novas oportunidades, enquanto os trabalhadores de 25 a 29 anos representaram 19,4% (77,4 mil). As faixas etárias acima dos 30 anos também foram contempladas, mas em menor proporção.
A divisão das novas vagas por gênero mostrou que 51,4% foram ocupadas por homens e 48,6% por mulheres. Entre os homens, a maioria dos empregos foi registrada no setor de serviços (66,6%), seguido pela construção (16,6%), comércio (10,8%) e indústria (6,0%). No caso das mulheres, os serviços concentraram 82,1% das novas oportunidades, seguidos pelo comércio (10,8%), construção (4,4%) e indústria (2,7%).
Em termos de escolaridade, a maioria das vagas (96,8%) foi preenchida por trabalhadores com pelo menos o Ensino Médio completo. Dentre esses, 83% tinham Ensino Médio completo, 8,9% possuíam Ensino Superior completo e 4,9% tinham Ensino Superior incompleto. As mulheres apresentaram um perfil de escolaridade mais elevado, com 11,6% das novas contratações ocupadas por profissionais com Ensino Superior completo, quase o dobro da proporção entre os homens, que foi de 6,4%.
Quanto ao porte das empresas, as microempresas foram responsáveis por 74,9% dos empregos gerados, enquanto as grandes empresas contribuíram com 24,6% e as médias com 3,2%. As pequenas empresas, por sua vez, apresentaram um saldo negativo de 2,8%, resultando na perda de 11,3 mil postos de trabalho.
Os detalhes completos sobre esses dados poderão ser encontrados na edição de agosto do Boletim Econômico do Rio, que estará disponível no Observatório Econômico do Rio.



